25 de set. de 2014

Laura.


Não tenho certeza, mas penso que disse alguma vez que faz dois ou três anos que me relaciono com diversas mulheres ao mesmo tempo, coisa que nem a elas ou a mim criam conflitos, mais provavelmente, ao contrário.
A Laura, ela o sabe, é uma das minhas preferidas. Bem, não é bem assim, Laura, cada uma tem o seu atrativo, e sou um galinha. Outro dia, creio que os mostrei uma, recordam? Não sei se fiz bem, ainda me sinto inseguro. Falo aos leitores, não com você, Laura, que bem sei, que não se importa. Me enrolo todo com as primeiras e as terceiras pessoas.
Laura tem um sorriso charmoso e é graciosa. E seu olhar? Já disse. Sim já disse, mas de vez em quando me dá uma olhada de rabo de olho... acho que já os havia dito, e depois, com a voz cada vez mais suave, mais baixa, que me esforço para ouvir, e até quase encosto a orelha a sua boca, me diz: o amor não tem idade.
Frequentemente, quando nos despedimos e lhe faço um carinho, uma carícia ao rosto, me olha com seu sorriso que já disse acima, charmoso irresistível, a cabeça meio virada, olho no olho, para perguntar: e a amanha?

Bem que queria, Laura, não sei se faço bem contar estas coisas aqui, onde toda a gente pode ler, mas você já não estarás, que diferença faz, que saibam, já que amanhã não nos veremos...

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