5 de fev. de 2015

Futebol. Corinthians e Tabelinha, um Resgate do Passado, Peladeiro!


Se o futebol brasileiro se ancorar no fundamentalismo do futebol europeu, estratégico tático, ficará a merce deles, pela já denotada capacidade deles em cumprir script, roteiros e tal e coisa. Na copa 2014 os alemães mostraram o futebol de ''espontaneidade'' ensaiada, como é sua maestria em tudo na vida tedesca. Como era a Espanha guardiolada, e tudo faz crer que influenciou alemães, bávaros e mesmo o Real Madrid segue uma devaricada dessa onda, etc. A objetividade do futebol europeu, e o que tentamos imitar, não nos serve, não sabemos ser objetivos, transparentes, não isso não é nosso, podemos até ser em outras esferas que nos melhora, mas no futebol, bater a carteira não é imoral. Enganar também não. Fazer de bobo é a ética do nosso futebol. Na objetividade, somos obrigados a apelar, porque eles são melhores de nascença nessa coisa, e então somos violentos, não somos duros como eles são, somos violentos.

O Corinthians dos últimos jogos apresenta algo novo, velha nossa conhecida, a tabelinha. A tabelinha em velocidade, com passes curtos e verticais. Essa é característica inata do futebolista, boleiro, peladeiro brasileiro. Pelé e Coutinho nadaram de braçadas nessa lagoa.
A vantagem do futebolista brasileiro é essa, mesmo os menos craques, coisa que é o Corinthians, São Paulo, Palmeiras, times com bons jogadores, mas craques não os têm. Mas mesmo o jogador mediano brasileiro faz tabelinhas de nascença, é o sarro da coisa. Note que o Santos, sempre apresenta-se bem quando consegue engrenar seus ''meninos'' neste aspecto: A Tabelinha, fora disso sofrem...
Pela entrevista que deu Elias, depois do jogo contra Once Caldas, me deixou a impressão de que os treinos têm enfoque prioritário neste tipo de ''jogadas''. E dá mesmo para perceber, são algumas tentativas, uma que resultou no gol de Fábio Santos na Arena, ainda no ano passado, e no jogo contra os colombianos, isso ficou mais insinuado, ainda não está ''patente'', vou torcer e esperar, pode ser a salvação da nossa lavoura.

Resgatar o passado, pode ser a vanguarda!     

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