7 de nov. de 2014

Minas não há mais!


Não fui o primeiro a formular a pergunta. Certeza, fazia gerações que algum pai já a contestara, quando eu a verbalizei. “ O que há do outro lado?”. Invariavelmente, os adultos respondiam com uma mistura de certezas e indiferença: “Minas”. E eu pensava que se me deixassem baixar pelas serras bravas da Rifaina e  e cruzar as corredeiras do rio Grande, veria que não haveria nada mais que terra abstrata dos cursos de História, um mundo de diamantes, Tiradentes, Aleijadinho e sonhos de esmeraldas. Estava sempre convencido que o mundo era o do presente, e Minas tinha no passado seu presente e sua geografia no mapa 'Mundi' dos livros, das aulas da professora Henriette.
Outro dia me lembrando disso peguei a estrada e fui, cruzei a ponte e descobri que Minas estava ali, que o mundo é redondo e não se acaba. É redondo e dá voltas e onde havia Minas, agora é Goias, Chile, Oceano... enfim volta à Minas. Umas Minas Gerais. 

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