11 de ago. de 2014

Sórdido!

Sórdido.
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s.f. Estado daquilo que é sórdido; imundície, sujidade.
Baixeza, vileza, indignidade: não se envergonha de sua sordidez.
Avareza sórdida.
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Alguns aspectos da minha vida poderiam se definir como indecentes, imorais. Deixei que a sordidez saísse do seu conforto privado que é o meu pensamento, o mesmo lugar ocupado pelos demônios da maioria, para que tenha vida própria. Não diria que me sinto orgulhoso, fui educado severamente e religiosamente. Mas as coisas são assim. Não sou perfeito. Melhor, de fato, imperfeito.
Ruminando a respeito, me pergunto quais sordidezes devem viver na cabeça dos meus conhecidos. Imagino que este local privado em definitivo, é onde não se explica esse tipo de coisa. Bem, sempre há os que explicam, e quem transformariam tais coisas em romance, Bukoswki... James Joyce foi considerado um depravado à sua época. Mas em geral, tal coisa não se revela, nem aos melhores amigos. Quando muito se faz saber das fantasias sexuais – e não chegam a ser sórdidas, são inócuas – e ademais são isso, fantasias.
A sordidez mental é composta daqueles pensamentos que jamais serão confessados, a ninguém. Quais ? Ir para a cama com a mulher de teu melhor amigo? Ou com a irmã de tua mulher? Que morram os pais para ter a herança? Que demitam seu companheiro para que o cargo seja enfim seu? Violar a gostosinha com nariz empinado? Ser violado? O mundo sórdido é ainda mais´amplo. Te dá medo?
Fui no procurar imagens de sordidez no google, e aparece muita coisa, mas aparece Virginia Woolf. Acho que me animei a ler um romance dela, para saber dela por mim mesmo, como me passou com Joyce, e quem sabe fique mais valente....




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