20 de nov. de 2012

Charley Patton, um ancestral Bluesmen e o caminho para a liberdade.


Charley Patton, Blues, o caminho para a liberdade.






Spoonful Blues

shake it and 



Foi a forma que Patton encontrou de fuga, cantar nas plantações do delta do Mississípi, que por vezes, querem nos fazer ver certa idilicidade. Igual a muitos outros bluesmen, Patton vagou por cidades e plantações, era melhor que trabalhar, longe estava a vida bucólica destas fazendas, porque a vida dos escravos era a luta contra os medos, a fome, as doenças, a sede, as chibatas e a vexação cotidianas. Por isso não podemos perder de vista a origem da vida marginal e enfrentamento que marca o “bluesmen”. Patton fez parte desse 'povo', a música como escapada, mas antes de mais nada sua razão de ser, de expressar suas penúrias, sonhos e a tragédia dos negros no sul estadunidense.
Dizemque: o disco Rough Guide recolhe as primeiras gravações em 1929. O vozeirão de Patton é aprumado, tipo de orgulho 'ferido' de todo um povo, sensivelmente grave e simples. Fico, ao ouvi-lo, imaginando um sujeito ciclópico capaz de destruir a própria caverna com a ressonância de sua voz. Mas era baixinho e magrelo.
Seu violão apresenta filigranas incessantes, que imagino ter dado origem a improvisação e sentimentalidade que tem esse blues rural e incipiente.
Creio que Patton deu expressão própria à mestiçagem musical que já havia entre a expressão dos negros africanos e a música folclórica de origem anglo-saxônica.

A musica do delta já era, de cara, esmagadora.  

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