25 de fev. de 2010

LANÇAMENTOS.









LA TRAVIATTA PIZZARIA
APRESENTA
PIZZAS COM ARTE CULINÁRIA.

1. ASPARGOS EM TEXTURAS. Tomates cozidos em azeite a baixa temperatura, mussarela, aspargos (assado, fresco a Juliana e cozidos) vestidos de presunto cru e chips de presunto cru.

Ilustração 1 aspargos em texturas

2. LINGÜIÇA DO PIPPA. Lingüiça de pernil do Pippa de Bonfim, em fatias e assadas no forno a lenha, lágrimas cebola assada, morrones (pimentões vermelhos e amarelos assados e sem pele)


3. CAMARAO ALHO E ÓLEO. Molho de tomates frescos sem sementes e sem pele, mussarela e camarões médios flambados com conhaque e temperados com alho-óleo e salsinha micrométricamente picada.




4. BERINJELA NA GRELHA. Molho de tomate seco ( Pesto Rosso), mussarela, e fatias finas de berinjela grelhadas e marinada a quente em azeite e ervas.

5. RÚCULA. Molho de tomate seco ( pesto rosso), rúcula picadinha, mussarela, rúcula em folhas, chips de aliche, chips de bacon, chips de parmesão, chips de gorgonzola e de rúcula. ( chips= casquinha finíssima e crocante de massa de pizza com o sabor).

6. RÚCULA COM GELATINA DE GASPACHO. Molho de tomate fresco, picadinho de rúcula, mussarela, rúcula em folhas (brunoise (picadinho) de tomate, pimentão vermelho, pepino, cebola temperado com azeite e gelatina de gaspacho.

7. PIZZASALADA DE RÚCULA. Massa fina e crocante, pesto de rúcula ( azeite, rúcula, parmesão e pistaches) rúcula, Juliana de endívias, tomates cerejas recheados com pesto, palmito, chips de sabores e fatias de meia-cura temperado.

8. TAPENADE DE ENDÍVIAS. Molho de tomates frescos, mozzarela, barquinhas de endívias recheadas com alichela e endívias fatiadas à Juliana.

9. ALICHE. Molho de tomates cozidos em azeite, filetes de aliche, azeitonas pretas descaroçadas e fatias finíssimas de alho branqueado em azeite de oliva.

11 de fev. de 2010

CidoGalvão & Co Inc. faz recall.

O Chairman da CidoGalvão & Co Inc. Cido Galvão disse a agência Reuters que aproveitará o carnaval para realizar o tão esperado recall de suas “eis”. Cido Galvão pontifica: principalmente nas modelos das décadas de 70, 80 e 90. Cido Galvão alega que a CidoGalvão & Co Inc em tais décadas ainda não possuía as atuais plataformas robotizadas. Em certo momento este reporter foi tomado pelo espanto quando o alto executivo troou sinceridades de alto-falante de torre de matriz: fazíamos mais nas coxas. O chairman adiantou que o recall se refira principalmente à troca de óleo, mas não exclui outros re-toques. Para que não exista fila e constrangimentos, Cido Galvão sugere que se apresentem por ordem alfabética. Abigail, Ana Clara, Bene, Cidinha, Claudinha etc...
Hoje termina o carnaval na Bahia. Tranqüilos o deste ano também começa hoje.

4 de fev. de 2010

Um relâmpago.


Então o pai girava o pedaço de lombo de porco. O menino perguntou se já estaria pronto. Emilio responde: não, que tudo aquilo era uma preparação para o que ainda havia por fazer e o longo que seria. O mesmo que ir ao centro da cidade ver os peixinhos vermelhos e amarelos em volta do coreto e voltar.
“Primeiro dou-lhe este aspecto de acabado para só depois fazê-lo”. Como se a aparência fosse uma urgência. Se for saboroso, tenro o saberemos depois, se antes já estaremos seduzidos, que importância haverá no contido, no fundo é o não existir a possibilidade de transformar conteúdo em beleza. Emilio dava outro tombo ao lombo da besta, numa frigideira que acumulava a essência do sabor, o lombo mostrava seu lado dourado e o conjunto seguia exalando olores matizados e amalgamados de todos os ingredientes, dos quais só podemos dizer alguma coisa partindo das matérias primeiras e neste momento era outro o cheiro, um que não estava ali no princípio de tudo. O lombo, o alho, o louro, a pimenta do reino e o limão-cravo. Tudo começara na noite anterior, de um domingo que seria cheio de aventuras. Antes, porém uma longa marinada, sonhos. Todos aqueles domingos: como aquele que foram pescar no rio Mogi-Guaçu. O menino sentado no banquinho colocado no cano que une o selim ao guidão numa bicicleta de aros e raios reluzentes. Emilio prendia a barra da calça com uma atadura para que não resvalasse na corrente engraxada, erguia com seu capote uma pequena cabana para o menino, caso de chuva, que soe cair torrencialmente à tardinha e era quando as traíras com as gordas gotas da chuva fazendo cogumelinhos invertidos no lento leito da barrenta água do Mogi nos seus saltos para a indiferença de ser água de um caudal; se despertavam entre as algas e saiam à caça. Emilio ia uma a uma retirando-as dos anzóis das varas cravadas na branda barranca úmida do rio. Emilio entretido com traíras e varas tarda a dar-se conta que o menino não estava dentro da cabana, somente quando foi buscar o embornal para guardar os peixes se inteirou de sua ausência. Olhou para um lado, outro. O caudaloso rio. Olhou-o sem desespero. Temeroso enxugou com somente as mãos a água do rosto e começou a chamá-lo: Ademir, Ademir. A chuva fazia ruído e seus gritos nem sequer ecoavam e Emilio pôs-se a vasculhar pela mata ciliar. Não tardou a divisar Ademir, que se tapava a cabeça com uma folha de inhame e ali se mantinha entretido com as gotas da chuva que deslizavam pelas folhas do tubérculo. Sabia que Ademir tanto quanto ele temia a água e sua obediente voluminosidade e seu justo e antidemocrático peso especifico. Seria então domingo, logo que começassem a construir a cabana embaixo da mangueira, manga espada, ao lado do limoeiro, limão cravo. Juntos, logo depois do café com leite e pão com manteiga, já haviam aberto o cilindro do latão de duzentos litros e desta folha retangular de zinco fariam o telhado da cabana, quando o lombo fosse para o forno. Ademir já corria quintal afora rumo à cabana, quando a porta do fogão se fechou sobre o lombo todo dourado. Emilio ouviu um grito contido, de um pé de moleque pisando os restos esféricos do latão. O sangue era tamanho. O corte imenso. Era domingo. Tudo estava fechado, menos a dona Neusa que o benzeu depois de lavar o corte com uma infusão de fumo de corda, beladona e a urina do próprio Ademir. Voltaram para casa. À varanda dos fundos da casa o menino pouco se importava com a construção da cabana e Emilio tampouco a terminou.




P.S. Algum que queira continuar lendo a história de Ârtie, deve clicar o enlace acima e a esquerda.
Fernando um velho conhecido se incumbiu de continuar.

3 de fev. de 2010

Procura-se escritor.

Começo a me preocupar não com essa casa invadida. Hoje é quarto dia que Arthuro chegou a nossa casa. Tampouco me preocupo com a estranha relação de mamãe com ele. Sou muito egoísta. De um lado isso é ruim, mas o lado bom é que costumo respeitar os desejos alheios – não sei se respeitar ou não me importar, interessar. Se eles e o quê fazem não exigem nada de mim. Não me importa em ter que cozinhar para Arthuro, já o fazia em abundância, tanto que sempre sobrava um bom caixatampa para o Chico, um vizinho que passa o dia bebendo e fumando uma pipa. Sinto prazer em cozinhar e isso só depende de mim, dos ingredientes, do fogão e seu fogo e forno, das frigideiras e de alguém que coma o produto final ademais de mim mesmo. A preocupação está mais ligada à narração. Pois que senão veja: Ontem ao chegar a casa mamãe estava no portão. Usava uma camisolinha curta, rosa e transparente. Mesmo à luz da lua podia-se ver sua calcinha. Ela estava muito nervosa. “Filho! Ârtie ainda não chegou.” “ porque você não liga para ele?” “ eu liguei, mas atendeu um outro, um malcriado que me disse que era hora de velha coroca dormir”. Ela não se acalmou até sua chegada. Enquanto eu tentava assistir “El Hombre” com Paul Newman. Mamãe ia da sala ao portão da varanda. Me falava alguma coisa. Os auriculares me impediam de ouvi-la corretamente. Então lhe retrucava um automático “ já vem” “deve estar chegando” “não se preocupe”. Quando pára à porta um BMW preto com Ârtie, que baixou e sua boca lambuzada de batom, borrado. “ Lü estou um lixo!” “ Que bom que me esperou, danadinha!”. Mamãe estava atenta ao condutor. “Não é o doutor Walmir Deodato?” Perguntou ela. “Como você sabe!” “Foi ele que me operou do túnel”. “ Agora vou tomar uma ducha”. “Estou acabada” sussurrou à mamãe. “E você quê! Pornô? Disse-me? E antes que respondera ambos os seres desapareceram do meu campo visual e auditivo. Paul Newman é um homem branco criado pelos índios.
Quando realmente me congressei com o céu estrelado e a lua nova, pensei outra vez nesta história da casa invadida. Acho que como personagem não poderia levá-la adiante. Um pressentimento que acontecimentos futuros me impediriam de contá-la até o final. Não se trata da narrativa em primeira pessoa. Sei lá, nem pensar. Assim que imaginei e farei um anúncio: Procura-se escritor para continuar uma novela já começada. Claro que não me furtarei de contar o que acontece até encontrar um possível escritor.
Quando havia me preparado para entrar no dia ( quer dizer: haver tomado duas xícaras de café e fumado três cigarros), abria meu email sentado à varanda ainda fresca; o sol anunciava um dia de calor de vulcão, sentia o perfume de Arthuro. Um olor pungente de sexo anal.
- Ârtie! Disse.
- Se te agrada. Ârtie, digo.
- Te transformarei num Lord. Disse.
- Já sou um Lorde, por momentos. Digo.
- Lord! Ruhn! Você! Com esse cheiro de tabaco! Disse.
- Lorde sim, quando o Lord não aparece em público com seu make up de peidou, mas não foi ele. Fui eu. Digo.
- Nossa! Que linguajar! Disse.
- A ver se posso manter a finesse que me é peculiar. Digo e ele me interrompe.
- Como é sua finesse, vai diga! Disse.
- Minha finesse é a lógica. Veja bem ou ouça. Digo.
- Sou toda ouvidos! Disse.
- Antes de tudo você poderia inventar outro gênero, em se tratando disso, poderia dizer Sou todi, ou todu, ou ainda tode ouvidos. Digo.
- Como assim Milord! Disse.
- Voce é homem?
- Não.
- Mulher?
- Não! E que! Disse.
- Meu teu ele eles seu para masculino e...
- Ah! Meu São Sebastião cravado! É isso então. Disse.
- É isso, que digo? Sim senhor, senhora?...
- Digamos... espera, espera...
- Enquanto você pensa retomo o cheiro do cigarro. Digo.
- Nossa! Você não esquece heim! Disse.
- Não.
- Quê então meu bem! Disse.
- Teu perfume me incomoda tanto quanto deve lhe incomodar o meu de alcatrão, certo! Disse.
- Sim. Mas porque cheira a sexo anal. Fez uma pausa e continuou com sua cara de ladi Di uma santa, você faz?
- Você leu meus pensamentos? Digo.
- Não. Li ai onde pisca esse tracinho vertical, querido! Disse.
- Os heteros também fazem. Por isso sei o cheiro que tem e não é de bom tom ler antes que se lhe ofereça.
- Nossa que cruel! Mas nunca associei uma coisa à outra.
- Isto não é frase que se diga, isto é, quem associa, justamente associa coisas entre si. Digo.
- Não entendi.
- Então. Mercaptan.




P.S. José Serra quer mudar o nome da Policia Militar para Força Publica.
depois mudará o significado de ignorante ( quê ignora) para Sábio,
de chuva para estiagem
enchente para seca.
sujeira para sabonete,
fome para gula.
analfabeto para acadêmico.
CidoGalvao para Sarkozy,
Serra foda um homem mas ñ lhe troque o nome.

2 de fev. de 2010

Pesquisa CNT



Serra que a narina da Marina Dilma que Ciro gambás,
Seráserra serrador. Inventor do genérico. Pode-ser Serra ou será, que me explicas? se pagua-se o diclofenaco de sódio mais barato no cambio na oropa que se paga aqui.
A mim me parece que o diclofenaco de sódio queria e queria ser vendido mais barato, para assim se aproximar do automedicador doente brasileiro.
Contudo o Serra não serra a árvores do cerrado da Marina.
Marina que amava Dilma, que não amava, mas agora ama Ciro, que não ama nem é amado por ninguém.
A Marina, para quem ainda não sabe - "a Caetano lha impressiona"- se alfabetizou aos dezesseis anos pelo Mobral. Handcap inquestionável.
No Campus Party palanque do governador, não cometeu gafe. O governador sim: muita em vez de muitas. Normal.
Depois da água despejada pelos céus de suelis sobre São Paulo. O conseqüente centenar de mortos, baixo a inconseqüentes administrações antecedentes, presentes e as que virão. O governador da Capitania limpará as rias.
Eu pudesse, se mais não posso, me pergunto quem vota no Ciro?
Quê os faz migrar seus votos para o Serra, caso ele Ciro não se candidate? Porque não se declinam já por Serra, assim nos pouparia da análise probunda da Eliane Catanhede.
Que dizer do Zé Dirceu de saia, sairá!?
heheh.
blz.
hic rhodes salta! daí que um dia cruzarei uma rua chupando um chicabom, nem se for para algum por aí receber o Chico Xavier imitando o Nelson Rodrigues lendo o Jabor.

1 de fev. de 2010

Ârtie, pousou.

A primeira madrugada de fevereiro foi longa. Depois do trabalho fui ao encontro de um amigo dos velhos tempos, quer dizer da idade do sexo, quando a pele ainda vicejava. Hoje tenho dificuldades em ver beleza no ato sexual quando o pratico. Se o abstraio me afastando dele e vendo-o desde um lugar fora dele, me parece uma farsa. Pedro Navas esperava os sessenta anos para abolir-se da escravidão sexual. Eu não sei se esperarei tanto. Eu e Roberto fomos beber. Bebemos. Roberto me causou espanto. Fazia ataques ao PT. Coisa que encontro como muito natural, senão que necessária. Chego a flertar com os liberais, mas não se tratava exatamente disso. É como se Roberto fosse algum terra tenente de lá das bandas de Bebedouro, Olímpia, ou um médico latifundiarista lá da pequena Palestina às margens do rio Turvo, sentado à beira da piscina do Clube Harmonia, tomando um whisky red label com guaraná sob o sol do oeste paulista e entre uma golfada e uma coçada no saco bradava: Bandidos, cadeia, pior estirpe, criminosos. Eu não fiz de advogado de defesa. Mesmo porque são mesmo indefensáveis. E só a banda larga da ética brasileira encontraria ou encontrou brechas na lei para retardar ou mesmo absolve-los.
Assim postas tais coisas, poderia fazer um ataque ao conjunto da sociedade brasileira. Mas tampouco me interessa. Afinal de contas a elite, o governo este e os anteriores e o que virá, não descerá de uma estrela colorida e brilhante, senão que da placa da cultura e costumes brasileiros gelatinizada com Agar-agar, que suporta até oitenta graus. Finalmente poderia descrever situações, dos últimos trinta e um dias que já leva este ano, da incompetência profissional de vários setores da nossa sociedade que presenciei e nisto incluiria; a minha própria patologia Joyceana, um médico, um lenheiro, um pedreiro ou vários, um pizzaiolo, uma pizza tenente e um restauranter/cronista, uma revista de Ribeirão Preto e seus todos redatores, tudo isso supondo que em algum momento escolhemos o capitalismo republicano e democrático como forma de estabelecer as relações da produção de vida.
A madrugada corria fresca quando ingressei em casa e pus-me a ver o filme: “O cheiro do ralo” com o Selton Melo, havia passado dois dias baixando pelo Ares, diga-se de passagem: ilegalmente. (Isso é roubo de direitos autorais) enfim a banda larga da ética, se é que se pode entender tal coisa.
Fui despertado muito cedo. Mamãe e Ârtie iam ao Novo Shopping. Conclui que Ârtie havia pousado em casa, no quarto com mamãe. Estavam radiantes.

Ainda Arthuro

Era duas menos trinta do meio dia, quando ouvi a campainha. Minha mãe toda vestida penteava o cabelo. “Que saudade do permanente” – “ Faça” – “ Não posso” – “Como?” – “ Já tem a química da pintura” – “ Ah! Atenda a porta por favor deve de ser o Arthuro, digo Arth”. Era Arth. Uma imensa cabeleira loira, uns intensos escuros óculos. Calças de jogar capoeira, branca, transparente. Camiseta cava redonda sem mangas rosa bordô, camisa em mangas curtas, branca, aberta, despojada pelo ombro. Pulseira corrente em prata. Calçava um chinelo em couro cru com uma alça ao peito do pé, sustentado por uma argola em couro no dedão e unhas pintadas com um transparente e delicado rosa.
- Querida, como você é mais jovem que pensei!
- Obrigada entre Arth.
- Ârtie.
- Como?
- Ah! Minha filha, se o bofe pode por um acento numa paroxítona Dárcy terminada em y, eu posso por o circunflexo.
- E eu? Mamãe fazia uma voz de criança.
- Você? Rum. Ârtie pousava sua bolsa preta da Nike à mesa e com as mãos livres arranjava a franja dos cabelos de mamãe. Bote logo um trema Lü. Disse Ârtie fazendo um petit bicô. Beliscando carinhosamente o queixo de mamãe. Quando passaram pela cozinha Ârtie fez o intenso escuro escorregar pelo aquilino nariz e com um nuto me tinha cumprimentado e quando já adentrava à copinha, olhou para trás tudo ao mesmo tempo dizendo: faz bom olor!
Foram para o quarto e se acomodaram à cama. Enquanto as duas tricotavam. Pacientemente me ansiava com os fideus a se eriçarem, o quê nem sempre acontece. Sem isso não passaria de uma macarronada ordinária de frutos do mar. No que comecei a por a mesa à copinha, esta foi invadida pela dupla. E num transbordamento de alegria puseram-se a enfeitar o comedor. Do quintal Ârtie e mamãe trouxeram uns ramos de manjericão, dois cachinhos de uvas ainda verdes. De seguida foram à rua e cortaram um ramo da pitangueira à calçada com pitangas do verde ao vermelho passando por todos os matizes de amarelo e vermelho. Meus velhos pratos da Arcoroc vieram também prestigiar. Fiz com que se acomodassem e lhes trouxe uns camarões vestidos com espaguetes cozidos em tinta de lulas. Disse-lhes: Camarões a Black Tie.
Ârtie aplaudia e de seguida me corrigiu fazendo um q seco e Blâq Tai e fazia uma onda com a língua que tocava o céu da boca lá no fundo da cavidade bucal. Mamãe quase entrava dentro de sua boca a fim de ver.
- Como se faz em Eaton. Disse-nos.
De seguida apresentei-lhes a Fideuà. Os fideuzinhos estavam mais eriçados que os cabelos do Manolito. Muito aplaudida a Fideuà foi comida com costas de garfo. Mamãe preferiria a colher, mas Ârtie insistiu-lhe “Garfo querida”.
Eu havia jogado futebol pela manhã, como a cada domingo. Assim com meu justificado cansaço fui para minha sesta, pois logo teria que ir trabalhar. Despertei-me entorpecido. Duchei-me e dei-me conta que estavam trancados/a no quarto de mamãe. Despedi-me através da porta e fui trabalhar. Mamãe disse: “tranque a porta do quintal”.